084-O grande “Eu sou”

"...mas chamar-te-ão: Hepzibah (O meu prazer está nela),
e à tua terra: Beulah (A casada)";
(Isaías 62:4)


Letra: Edgar Page Stites, 1876
Música: John Robson Sweney
Tradução: José Rodrigues (J.R)

O GRANDE "EU SOU"
BEULAH LAND
1
Não perturbeis o coração,
Porque Eu sempre sou fiel;
Eu fecho a boca do "leão",
Na cova estou com Daniel.

Coro
Sou Eu aquele, o grande “EU SOU”
E, onde estais, também estou;
Não disse, Eu, há muito já:
“Pedi, pedi... dar-se-vos-á”?
Pedi com fé e com fervor
E vos darei o Consolador.


2
Quem tem a fé de Abraão,
O mundo sempre há de vencer;
Quem quer ter firme o coração.
Precisa igualmente crer.

3
Um terremoto e vento, após.
Do céu, um fogo e mui furor.
Ouviu Elias a minha voz,
Voz do Eterno, voz de amor.

4
Um certo dia, Estêvão viu
O céu aberto e viu-me a mim;
Apedrejado, sucumbiu,
Mas foi fiel, até o fim.

5
Firmado em Mim, Rocha Eternal,
Assim jamais o crente cai;
Buscai o dom celestial,
Que vem da casa de Meu Pai.
1
I’ve reached the land of corn and wine,
And all its riches freely mine;
Here shines undimmed one blissful day,
For all my night has passed away.

Refrain
O Beulah Land, sweet Beulah Land,
As on thy highest mount I stand,
I look away across the sea,
Where mansions are prepared for me,
And view the shining glory shore,
My Heav’n, my home forever more!


2
My Savior comes and walks with me,
And sweet communion here have we;
He gently leads me by His hand,
For this is Heaven’s border land.

3
A sweet perfume upon the breeze,
Is borne from ever vernal trees,
And flow’rs, that never fading grow
Where streams of life forever flow.

4
The zephyrs seem to float to me,
Sweet sounds to Heaven’s melody,
As angels with the white robed throng
Join in the sweet redemption song.

HISTÓRIA

O autor deste hino, Edgar Page Stites, descreve em detalhes, tudo o que viveu durante os momentos de inspiração:

"Escrevi "Beulah Land" em 1876. Eu só consegui escrever dois versos e o coro, depois fui vencido e cai sobre o meu rosto. Era um dia de domingo. No domingo seguinte escrevi o terceiro e quarto versos, quando então, fui dominado outra vez pela emoção. Eu só conseguia orar e chorar. Foi cantado pela primeira vez numa manhã de segunda-feira, num culto metodista em Filadélfia, Pensilvânia. O bispo McCabe cantou para os ministros reunidos. Desde então, este hino tem sido entoado em todas as reuniões onde o povo se congrega. Nunca recebi um centavo  pelas minhas músicas. Talvez seja esta a razão de terem se tornado tão populares. Jamais eu poderia fazer qualquer trabalho para o Mestre e receber por isso".

A secretária da Associação Cristã de Moços (A.C.M.) de Plymouth, Inglaterra escreveu para Ira D. Sankey uma bela estória de uma jovem que, no seu leito de morte, entoou as palavras deste hino, exatamente no momento em que passava para o lindo país.

Ira Sankey cantou esta mesma melodia no féretro de Sweney (o próprio compositor), na igreja em que ele foi membro, em West Chester, Pensilvânia, no dia do seu funeral, 10 de Abril de 1899.