039-Alvo mais que a neve

"Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi,

e para os habitantes de Jerusalém,

para purificação do pecado e da imundícia."
(Zacarias 13:1)

Letra: Eden R. Latta, 1881
Música: Henry S. Perkins
Tradução: Henry Maxwell Wright

 

ALVO MAIS QUE A NEVE
BLESSED BE THE FOUNTAIN
1
Bendito seja o Cordeiro,
Que na cruz por nós padeceu!
Bendito seja o Seu sangue,
Que por nós, ali Ele verteu!
Eis nesse sangue levados,
Com roupas que tão alvas são,
Os pecadores remidos,
Que perante seu Deus já estão!

Coro
Alvo mais que a neve!
Alvo mais que a neve!
Sim, nesse sangue lavado,
Mais alvo que a neve sere!


2
Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós suportou!
Oh! Quão profundas as chagas,
Que nos provam quanto Ele amou!
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador!
Pois que mais alvo que a neve,
O Teu sangue nos torna, Senhor!

3
Se nós a Ti confessarmos,
E seguirmos na Tua luz,
Tu não somente perdoas,
Purificas também, ó Jesus;
Sim, e de todo o pecado!
Que maravilha de amor!
Pois que mais alvo que a neve.
O Teu sangue nos torna, Senhor.
1
Blessed be the fountain of blood,
To a world of sinners revealed;
Blessed be the dear Son of God;
Only by His stripes we are healed.
Tho’ I’ve wandered far from His fold,
Bringing to my heart pain and woe,
Wash me in the blood of the Lamb,
And I shall be whiter than snow.

Refrain
Whiter than the snow,
Whiter than the snow,
Wash me in the blood of the Lamb,
And I shall be whiter than snow.


2
Thorny was the crown that He wore,
And the cross His body o’ercame;
Grievous were the sorrows He bore,
But He suffered Thus not in vain.
May I to that fountain be led,
Made to cleanse my sins here below;
Wash me in the blood that He shed,
And I shall be whiter than snow.

3
Father, I have wandered from Thee,
Often has my heart gone astray;
Crimson do my sins seem to me
—Water cannot wash them away.
Jesus, to the fountain of Thine,
Leaning on Thy promise, I go;
Cleanse me by Thy washing divine,
And I shall be whiter than snow.

 

COMENTÁRIO

 

Nesta petição muito pessoal ao Senhor, Davi reconhece que ele mesmo não pode, de maneira nenhuma, corrigir sua natureza pecadora. Somente o Deus que o criou pode purificá-lo, renová-lo e restaurá-lo. (...) Eu também preciso de uma obra profunda de Deus na minha vida. Como Davi, anseio por cirurgia radical espiritual-purificação, restauração, um coração lavado, o poder transformador do Espírito Santo e a (...) recuperação da alegria da minha salvação!


O Cordeiro de Deus pagou um preço muito alto para que nossos pecados pudessem ser perdoados e lavados. O preço foi o seu sangue, a sua morte, o tomar sobre si os nossos pecados. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus" (II Coríntios 5:21). Este mesmo sangue que nos lava e nos salva na hora em que aceitamos a Cristo como Salvador, nos perdoa e purifica dos nossos pecados confessados, dia após dia (I João 1:9). "Seja Bendito o Cordeiro" deve ser o nosso cântico todos os dias da nossa vida. Um dia, pelo sangue salvador de Jesus, também estaremos com as multidões que proclamam: "Ao que está sentado sobre o trono, e ao cordeiro, seja o louvor e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 5:13).

O autor deste hino muito cantado pelos cristãos brasileiros foi Éden Reeder Latta. A única informação que temos sobre este autor é que nasceu em 1839. Provavelmente, o hino apareceu pela primeira vez na coletânea Sacred Songs and Solos (Cânticos e Solos Sacros) nº. 396, de Sankey em 1881. Seu título inicial foi The Blood of the Lamb (O Sangue do Cordeiro). Esta coletânea indica que a melodia é um arranjo de H. S. Perkins. Assim, presumidos que seja da mesma data.

A excelente adaptação deste hino, feita em 1914, é uma das quase 200 produções do dinâmico evangelista e hinista Henry Maxwell Wright. Como muitas outras, foi incluída em quase todos os hinários evangélicos brasileiros.
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Bibliografia: Wyrtzen, Don - Fugue on Forgiveness: Musician Looks at the Psalms, Grand Rapids, MI, Zondervan Publishing House, 1988, p. 231.